Em 28 de abril celebramos o Dia Mundial da Segurança e Saúde no Trabalho.

A data foi instituída em maio de 2005 e é uma homenagem aos 78 mineiros vítimas da explosão ocorrida em 28 de Abril de 1969 na mina de Farmington, na Virgínia – EUA.

Regulamentado pela Lei Nº 11.121/2005, este dia é também um lembrete do quanto a biossegurança é necessária e importante para profissionais da saúde.

Dados para refletir

Você sabia que a cada 10 acidentes de trabalho, um ocorre na área da saúde, no atendimento hospitalar?

Diariamente, profissionais da saúde estão expostos a graves acidentes biológicos, físicos, químicos e ergonômicos.

Além disso, ainda existem muitas ações que mesmo sendo proibidas continuam sendo praticadas – como, por exemplo, o reencape de agulha contra o dedo – causando acidentes com perfurocortantes, envolvendo material biológico.

Dados da Organização Mundial da Saúde apontam que no mundo, pelo menos 35 milhões de profissionais da saúde estão sob riscos de exposição a material biológico.

Por ano, dois a três milhões de acidentes percutâneos envolvendo material biológico contaminado pelos vírus da hepatite B (HBV), hepatite C (HCV) e imunodeficiência humana (HIV) resultam em:

• 2.000.000 infectados por HBV
• 900.000 infectados por HCV

• 170.000 infectados por HIV

Os números mostram que adotar medidas, reforçar a obrigatoriedade dos Equipamentos de Proteção Individual (EPI) e proporcionar ambientes adequados  são princípios básicos que asseguram qualidade em saúde para profissionais e pacientes.

Como a biossegurança pode ser aplicada no trabalho em ambientes de assistência à saúde?

Uma das principais normas de biossegurança em hospitais, clínicas e laboratórios é a higienização das mãos. Estes membros são altos propagadores de contaminação e, por isso, devem sempre ser lavadas antes e depois do preparo/ministração de medicamentos e do atendimento ao paciente.

Pode anotar: apesar de simples, essa é uma das medidas que mais evitam a propagação de doenças no ambiente de assistência à saúde e protegem tanto o profissional, quanto o paciente.

Além disso, são ações de biossegurança:

• Uso e fornecimento acessível de luvas, máscaras, toucas, propés, aventais, óculos de proteção, uniformes, capacetes e outros EPIs;
• Descarte correto de materiais contaminados, em coletores adequados;
• Sinalização das áreas de risco por meio de placas de identificação;
• Orientação sobre uso de maçanetas, botões, telefones e outros objetos de uso coletivo para evitar contaminação.

As luvas são um dos equipamentos de proteção que merecem destaque. De látex ou nitrilo, com ou sem pó, é importante e nós destacamos que elas devem ser usadas sempre que necessário e trocadas após cada procedimento realizado.

Além disso, depois da remoção, é fundamental dar a destinação correta a esse EPI, assim como a todos os equipamentos que tiveram contato com material biológico e/ou químico – O descarte correto é extremamente importante para a segurança de todos!

Os profissionais de saúde também devem ficar atentos aos seus equipamentos de proteção (como aventais e propés, por exemplo), que devem ser usados apenas no local de atendimento e nunca em áreas públicas ou outros espaços da unidade de saúde.

Estes são apenas alguns exemplos de como a biossegurança faz parte e é indispensável para a rotina dos profissionais da saúde.

Adotar estas medidas de proteção e investir em EPIs de qualidade é fundamental para a segurança de todos os evolvidos na assistência à saúde.

Cuidados com a biossegurança no trabalho: um ato de responsabilidade que salva vidas!